EmMeio#16.0
Brilhante Infinito I
Brilhante Infinito I examina a intersecção entre arte, design e programação, enfatizando a colaboração dinâmica entre o criador humano e o programa de computador. Utilizando técnicas de programação como randômico, if/else - ferramentas condicionais – e propositalmente deixando uma gama extensa de escolhas, o programa é capacitado a tomar decisões autônomas, resultando em uma obra que se reinventa a cada execução. A autonomia programada permite que a animação produza múltiplas variações, cada uma única e fora do controle direto do criador. É preciso destacar que nesta instância, a autonomia ocorre quando o sistema é capaz de criar e executar suas próprias regras e funções fora do programado (Couchot, 2007). Brilhante Infinito I resulta, então, em uma série de animações efêmeras, onde nenhum segundo é igual ao anterior ou ao seguinte. Esta característica não apenas sublinha a natureza transitória da animação digital, mas também remete a efemeridade das tecnologias contemporâneas, que constantemente são atualizadas e/ou substituídas, se tornando obsoletas. Ao acessar a página que o contém, código se desenvolve "infinitamente" a partir de um ponto inicial, decidido de forma aleatória, mas também pode ser acessado diversas vezes, construindo inúmeros começos; este mecanismo de funcionamento é decidido pelo espectador. Em última análise, este projeto oferece uma experiência estética que simula a ideia de inovação contínua e a impermanência, tanto na arte digital quanto nas tecnologias que a possibilita e apresenta a natureza passageira do digital, dando destaque à construção em si ao invés de um item final. Ficha Técnica: Brilhante Infinito I, Bia Costa, 2024.