EmMeio#16.0

PRODUÇÃO

APOIO












Me tunelando em apodrecimento

O trabalho artístico em questão, intitulado “Me tunelando em apodrecimento”, é uma representação visual que projeta um futuro onde a integridade da imagem está em constante risco. Esta deterioração é causada por falhas na leitura e interpretação de dados, que são consequências de defeitos em componentes digitais. O título faz uma alusão ao fenômeno conhecido como “efeito de tunelamento”, um processo que ocorre em dispositivos de armazenamento de estado sólido (SSDs). Este fenômeno envolve a passagem de uma partícula, como um elétron ou um átomo, através de uma barreira de proteção que, em teoria, deveria ser intransponível. Nos dispositivos SSDs, este efeito pode ter consequências graves para o armazenamento de dados. Após um período de inatividade, os dados armazenados podem ser severamente afetados, resultando na perda ou corrompimento de informações. A imagem que resulta deste processo explora a relação entre a representação do autorretrato e as camadas de distorção corporal, atritos gráficos e outras imagens dispersas que a permeiam. Através disso, o trabalho questiona a natureza da identidade e da autoimagem em um mundo cada vez mais digital, em que a fragilidade das informações podem ser exploradas e deturpadas. Este trabalho é o resultado de uma pesquisa em andamento sobre Glitch Art, um movimento artístico que explora a estética dos erros digitais e falhas tecnológicas. A pesquisa é orientada pelo professor Dr. Teófilo Augusto da Silva, da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e coordenador do Laboratório e Grupo de Pesquisa Media Lab/Unifesspa.

PRODUÇÃO




APOIO