EmMeio#16.0

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relembrança

Me fascina as relações humanas e artificiais na produção poética. Nesse contexto, a máquina e o humano podem criar/simular memórias antigas, principalmente aquelas no início da infância, onde poucos se vê, mas muito se comenta. A partir disso, encontrei algumas fotos antigas da minha infância. Em determinadas fotografias me lembro vagamente desses momentos, em outras, não faço ideia do contexto, evento e até de quem são as pessoas em minha volta. Já em outras, estão pessoas que me machucaram, traumatizam e me fizeram mal por longos anos. Essas são memórias responsáveis por construir e destruir as nossas identidades. Então, selecionei 12 fotografias para dar vida, tendo como moldura o meu próprio documento de Registro Geral. Nesse sentido, e só fosse possível a criança nas fotos comunicar o que estava acontecendo? Reagir a momentos felizes? Alertar que alguma coisa não está certa? Será que minhas memórias são fantasmas? Além disso, foi utilizada uma Inteligência Artificial para dar vida para as fotos da minha infância. Contudo, essas são as minhas lembranças ou uma assombração criada digitalmente? Foi utilizada a Inteligência Artificial gratuita disponível na página Cutout (https://www.cutout.pro). Essa IA se demonstrou falha, problemática e rudimentar em diversos momentos. Em uma época em que as pessoas, empresas e artistas se maravilham por causa da hiper-realidade das imagens criadas por IA, me fascina o glitch, grotesco, rudimentar, bizarro e o estranhamento. Nesse sentido, é algo que acontece quando tentamos nos lembrar de uma memória turva e antiga. Essas foram alguns questionamentos feitos durante o desenvolvimento do trabalho “/relembrança”.

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